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Jornalista (MTb 15083/93/39/RJ) formado pela PUC-RJ em 1987 e radialista (MTb 091/MS)- Produtor de programas de rádio e repórter desde 1975; cursou engenharia eletrônica na UGF (Universidade Gama Filho, RJ) em 1978; formado pelo CPOR-RJ (Centro de Preparação de Oficias da Reserva), 1979, é oficial R/2 da reserva da arma de Engenharia do Exército; fundador e monitor da rádio PUC-RJ, 1983; repórter e editor do Sistema Globo de Rádio no Rio de Janeiro (1985 a 1987); coordenador de jornalismo do Sistema Globo de Rádio no Nordeste, Recife, PE(1988/1989);repórter da rádio Clube de Corumbá, MS (1975 a 2000); correspondente, em emissoras afiliadas no Pantanal, da rádio Voz da América (Voice Of America), de Washington, DC; repórter da rádio Independente de Aquidauana, MS (www.pantanalnews.com.br/radioindependente), desde 1985; editor do site Pantanal News (www.pantanalnews.com.br) e CPN (Central Pantaneira de Notícias), desde 1998; no blog desde 15 de junho de 2005. E-mails: armando@pantanalnews.com.br ; armandoaanache@yahoo.com

segunda-feira, abril 07, 2008

Casos de malária caem 24,7% em dois anos

Dados do Ministério da Saúde sobre a situação da malária no Brasil apontam queda expressiva dos casos provocados pela doença nos últimos dois anos, como resultado das ações dos governos federal, estaduais e municipais. De acordo com as informações da Pasta, em 2007 foram notificados 457.659 casos de malária, enquanto que em 2005 esse dado foi de 607.827. Isso representa menos 150.168 pessoas doentes no ano passado em relação a 2005, e uma queda de 24,7%.
“Esse é o resultado do trabalho contínuo realizado pelo Ministério da Saúde, estados e municípios, que promoveram a integração da vigilância epidemiológica com a atenção básica, meio ambiente e outros setores, aliado a melhoria do acesso da população aos serviços de saúde garantem bons resultados no controle da malária”, afirmou o ministro da Saúde, José Gomes Temporão.

Entre 2006 e 2007, o estado que mais reduziu os casos de malária foi o Acre (-45,4%), seguido do Maranhão (-30,5%). Nos demais estados o ritmo também foi de desaceleração, com reduções de 26,2% em Roraima, de 25,3% no Pará e de 25,1% no Amapá. Também registraram queda os estados do Tocantins (24%) e em Rondônia (19,5).

Houve aumento do número de casos apenas no Amazonas e no Mato Grosso, com elevações percentuais de 6% e 1,5%, respectivamente.

Mortes e internações - A redução do número de casos vem acompanhada de outras duas boas notícias: a diminuição de mortes e de internações.

No caso das internações, a queda foi de 46,3%, passando de 12.542 em 2005 para 6.736 em 2007. Todos os estados registraram redução.

Quanto às mortes, de acordo com as informações do Ministério da Saúde, foram 59 em 2007 contra 122 em 2005. Considerando os dados da Amazônia Legal, que concentra 99,9% dos registros de malária, a redução foi de 54,4%. Em 2007, foram 52 mortes provocadas pela doença, contra 114 em 2005.

Na avaliação do MS, entre os principais fatores que contribuíram para a redução de óbitos por malária, está expansão em 172% da rede de laboratórios para diagnóstico de malária, entre 1999 a 2007. Nesse período, a rede ganhou mais de 2 mil novas unidades, passando de 1.182 em 1999 para 3.217 em 2007, o que contribuiu decisivamente para o diagnóstico precoce e tratamento oportuno e adequado de pacientes.

Outro aspecto importante que contribuiu para melhoria nesses indicadores, foi a introdução do novo tratamento para malária transmitida pelo P. falciparum, forma mais grave da doença.

Avaliação - De acordo com o Secretario de Vigilância em Saúde (SVS), do Ministério da Saúde, Gerson Penna, a inserção de ações para o combate à doença na atenção básica de saúde é um fator bastante positivo. “Os agentes comunitários de saúde colheram no ano passado quase meio milhão de lâminas para exames. Isso representa que o programa está realmente inserido na rede de serviço de saúde”, destacou.

“Estamos expandindo nossa rede de serviço, fazendo com que as pessoas cheguem mais rapidamente ao diagnóstico e tratamento, diminuindo a gravidade da doença e reduzindo a sobrecarga nos leitos hospitalares, bem como, possibilitando a quebra da cadeia de transmissão da doença”, observa o secretário. “O programa está num momento muito importante com o fortalecimento da capacidade de gestão”, completou.

Gerson ressaltou o caráter intersetorial para o enfrentamento da doença. “Os ministérios envolvidos na questão da reforma agrária, do meio ambiente, minas e energia, transporte, defesa, educação, turismo e secretaria especial de aqüicultura e pesca, têm que ser plenamente envolvidos no nosso trabalho, de forma articulada, para resolver as pendências fora do setor de saúde. Assim, os resultados positivos que conseguimos nos últimos dois anos poderão ser, a cada dia, mais fortalecidos e sustentados”, assegurou.

Conheça mais - A malária tem como causa o protozoário Plasmodium. No Brasil, três espécies causam a doença: P. vivax, P. malariae e a P. falciparum, esta última responsável pela forma mais grave. Não existe vacina contra a doença e se a infecção não for tratada de forma oportuna e corretamente pode levar o paciente à morte.

A malária apresenta como sintoma mais marcante a febre. Mas há outros: calafrios, fadiga, náuseas, dor de cabeça e, em alguns casos, anorexia (falta de apetite). Também conhecida como paludismo, a malária tem como transmissor fêmeas de mosquitos do gênero Anopheles, que picam as pessoas, principalmente ao entardecer e à noite. Quando um mosquito pica alguém infectado, leva consigo o parasito. O plasmodium desenvolve parte de seu ciclo no inseto e, quando alcança as glândulas salivares, está pronto para ser transmitido para outro ser humano.

Uma vez diagnosticada, a malária tem tratamento simples, principalmente nos casos de diagnóstico precoce. Para cada espécie de plasmódio há medicamentos ou associações de medicamentos específicos, em dosagens adequadas à situação de cada doente. O Sistema Único de Saúde (SUS) oferece gratuitamente toda a medicação para o tratamento da malária.

Para evitar a contaminação, as autoridades em saúde recomendam para as pessoas que vivem nas áreas endêmicas que evitem banhos nos igarapés, principalmente no final da tarde e durante a noite. Quando possível, é conveniente usar mosquiteiros, telas nas janelas e portas das casas, que também funcionam como proteção contra o mosquito transmissor da doença. Essas recomendações valem também para os ecoturistas.


As informações são da Agência Saúde

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